Vara de Execuções em Mossoró cria campanhas para apoiar ações de ressocialização

A Vara das Execuções Penais de Mossoró, que tem à frente a juíza Cínthia Cibele Diniz de Medeiros, dará início, ainda nesta semana, a um conjunto de ações, voltadas a beneficiar projetos que favorecem a ressocialização de apenados, de pré-egressos ou egressos do sistema prisional na Região Oeste do Rio Grande do Norte. 

Embora comece pela comarca local, a meta, conforme antecipa a magistrada é poder ampliar, por meio de campanhas regulares, a iniciativa em fóruns de outros municípios e até na capital potiguar. Dentre elas, estão os objetivos de apoiar projetos como o ‘Guarda Roupa Social’ e o ‘Varrendo a Violência’, que transforma garrafas pet em vassouras ecológicas.

“Este último já existe há dois anos e é idealizado pela direção da Penitenciária Mario Negócio. Contudo, essa iniciativa para expandir os benefícios está sendo do Judiciário”, destaca a juíza, ao antecipar que a meta concreta é ajudar na coleta de garrafas, que poderão ser doadas no Fórum do Município. Atualmente, conforme os idealizadores, são utilizadas 16 garrafas para a produção de uma vassoura

“Queremos coletar mais de duas a três dúzias por dia”, revela a magistrada, representante da Comissão Permanente de Gestão Ambiental do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (COPEGAM).

De acordo com a juíza Cínthia Cibele, o projeto é um exemplo de eficiência no quesito “sustentabilidade”, pois a própria fábrica das vassouras também foi montada a partir de peças de sucata, que virariam lixo. “Mas, foram reaproveitadas e servem para essa produção”, explica, ao ressaltar que parte do que é produzido é voltada à venda e parte será destinada a prédios públicos. Uma reunião com a Secretaria de Infraestrutura do município também está agendada, a fim de somar esforços para o desenvolvimento de projetos ambientais.

“Projetos que possam ser feitos com a mão de obra dos presos”, explica.

A magistrada também destaca que, além da ação ‘Varrendo a violência’, há, paralelamente, o desenvolvimento, pelo Poder Judiciário, do projeto ‘Guarda roupa social’, ambas com o apoio do juiz Breno Fausto de Medeiros, diretor do Foro, cujo objetivo é, conforme o próprio nome sugere, coletar roupas, em bom estado, que serão doadas, em especial, aos pré-egressos do sistema prisional, por meio do Escritório Social que atende à comarca. “O equipamento tem a meta de beneficiar com roupas íntimas, camisas, calçados, calças, aqueles que estão sendo ressocializados e estão prestes a deixar as unidades”, pontua.

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